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Abordagens Diagnósticas
ABORDAGEM DIAGNÓSTICA DA HIPOFOSFATEMIA
Confirma-se a presença de hipofosfatemia por um nível sérico de fosfato inferior a 2,5 mg/dl em adultos. Embora a maior parte do fósforo (orgânico e inorgânico) seja encontrada no compartimento intracelular, a manutenção de um nível adequado de fosfato sérico é essencial a muitas funções celulares.
O balanço de fosfato é mantido principalmente pelo rim. O fosfato da dieta é absorvido pelo trato GI e livremente filtrado pelo glomérulo. Na situação estável, aproximadamente 90% do fosfato filtrado são reabsorvidos pelos túbulos renais e 10% são excretados. No entanto, sob a influência do paratormônio, podem ocorrer grandes alterações na excreção do fosfato. O balanço interno de fosfato é mantido por modificações na distribuição de fosfato entre os espaços extracelular e intracelular.
As manifestações clínicas da hipofosfatemia não costumam ocorrer até que a concentração sérica de fosfato esteja abaixo de 1,5 mg/dl. Tais manifestações incluem lesão muscular crônica e aguda, provas da função dos Leucs e plaquetas anormais, tolerância à glicose reduzida e doença óssea metabólica (se prolongada).
A investigação deve começar com a avaliação da excreção urinária de fosfato. Se o nível sérico de fosfato é inferior a 1,5 mg/dl, a excreção urinária de fosfato deve ser menor do que 100 mg/dia.
Caso a excreção de fosfato seja maior do que 100 mg/24 h, hiperparatireoidismo ou defeito tubular renal está presente. O hiperparatireoidismo é diagnosticado pela estimativa do nível sérico de paratormônio. As síndromes tubulares são diagnosticadas pela presença de outras substâncias não encontradas normalmente na urina, tais como glicose, bicarbonato e aminoácidos. Se o nível urinário de fosfato está devidamente baixo, a causa da hipofosfatemia é ingesta reduzida, perda GI ou redistribuição.
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