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Abordagens Diagnósticas
EXAME MACROSCÓPICO
O aspecto macroscópico e o odor do líquido pleural podem fornecer indícios valiosos para o diagnóstico. A maioria dos transudatos é clara (ou apenas ligeiramente turva) e de cor de palha, sem odor. Líquidos muito turvos provavelmente são exsudatos. Líquidos de odor fétido sugerem fortemente infecção. O líquido tinto de sangue, provavelmente, tem utilidade diagnóstica limitada, pois apenas 5.000-10.000 Hcs/mm3 são suficientes para conferir um aspecto tinto de sangue ao líquido pleural. Por outro lado, um líquido francamente sanguinolento (contagem de Hcs > 100.000/mm3) sugere, fortemente, um de três diagnósticos: neoplasia maligna, infarto pulmonar ou traumatismo. Líquido de aspecto leitoso fala a favor da presença de lipídios.
Esses derrames podem ser divididos em quilosos verdadeiros (confirmados pela presença de quilomícrons no líquido pleural ou nível de triglicerídeos maior do que 110 mg/dl) e pseudoquilosos (predomínio de colesterol e caracterizados por nível de triglicerídeos no líquido pleural inferior a 50 mg/dl). Os derrames quilosos verdadeiros traduzem ruptura do ducto torácico e em geral são causados por tumores (especialmente linfomas), traumatismo (p.ex.,estado após procedimentos cirúrgicos torácicos) ou anormalidades congênita. Os derrames pleurais pseudoquilosos ou de colesterol têm aspecto leitoso mas não são causados pela ruptura do ducto torácico e não contêm quilomícrons. Embora qualquer derrame pleural crônico possa tornar-se pseudoquiloso, as causas mais bem conhecidas de derrames pseudoquilosos são doença reumatóide e tuberculose. Às vezes, encontra-se dificuldade para distinguir os derrames quilosos e pseudoquilosos dos purulentos. Após centrifugação, os derrames purulentos apresentam sobrenadante claro, ao passo que o sobrenadante nos derrames quilosos e pseudoquilosos permanece turvo.
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