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Abordagens Diagnósticas

ANÁLISE QUÍMICA DO LÍQUIDO PLEURAL

pH: Quando o pH do líquido pleural está muito baixo, é útil ao diagnóstico, pois um valor inferior a 6,0 é praticamente diagnóstico de ruptura de esôfago. A determinação do pH do líquido pleural é mais proveitosa no derrame parapneumônico. Os derrames parapneumônicos com pH inferior a 7,1 têm grande chance de sofrer loculação e de ser de difícil resolução sem toracostomia com sonda e/ou cirurgia. Por conseguinte, os derrames parapneumônicos com valores de pH inferiores a 7,1 devem ser drenados por toracostomia com sonda. Por outro lado, os derrames parapneumônicos com pH acima de 7,2 em geral não sofrem loculação e se resolvem com a antibioticoterapia apropriada.


GLICOSE: Valores da glicose do líquido pleural inferiores a 60 mg/dl sugerem tuberculose, derrame associado à artrite reumatóide, empiema ou derrame pleural neoplásico. Em mais de 50% dos derrames reumatóides, o conteúdo de glicose do líquido pleural é inferior a 20 mg/dl. Nos derrames parapneumônicos, embora o valor da glicose muito baixo sugira empiema, a estimativa do pH provavelmente é um teste melhor para se realizar quando a toracostomia com sonda é indicada.

AMILASE: A determinação da amilase do líquido pleural é útil à identificação de derrame pleural exsudativo. Valores que excedam o sérico sugerem doença pancreática (isto é, pancreatite, pseudocisto ou câncer de pâncreas), derrame maligno ou ruptura de esôfago.

LEUCÓCITOS: Os transudatos geralmente se caracterizam por contagem de Leucs no líquido pleural inferior a 1.000/mm3. Quanto mais elevada a contagem de Leucs maior a probabilidade de que o derrame seja parapneumônico; alguns autores definiram o empiema como derrame pleural com contagem de leucs superior a 25.000/mm3. O predomínio de neutrófilos na contagem diferencial traduz inflamação e sugere derrame exsudativo, mas é utilidade diagnóstica limitada. A eosinofilia do líquido pleural (> 10% de eosinófilos no líquido pleural) também tem utilidade limitada. A eosinofilia do líquido pleural pode estar associada a pneumotórax, doenças parasitárias ou fúngicas e, eventualmente doença de Hodgkin. Relata-se que a eosinofilia do líquido pleural é bastante incomum nos derrames neoplásicos e tuberculosos. A linfocitose do líquido pleural (mais de 50% de linfócitos) associada a exsudato sugere neoplasia maligna ou tuberculose. Líquidos pleurais que contêm mais de 5% de células mesoteliais provavelmente não são de origem tuberculosa.




 



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